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TRAMENTOS SEM CIRURGIA EM ORTOPEDIA
As alterações ortopédicas são causas frequentes de dor crônica que muitas vezes não melhoram com os tratamentos mais comuns. Na maioria dos casos inicia-se o tratamento com medicações, terapias físicas e mudanças de hábitos de vida.

As alterações ortopédicas são causas frequentes de dor crônica que muitas vezes não    melhoram com os tratamentos mais comuns. Na maioria dos casos inicia-se o tratamento com medicações, terapias físicas e mudanças de hábitos de vida. Entretanto, em muitos pacientes estes tratamentos não são suficientes para a melhora ou apresentam melhora inicial seguida de piora progressiva mesmo com tratamento adequado. Muitas vezes também ocorrem efeitos colaterais pelo uso prolongado de certas medicações de uso comum nestes casos como os antinflamatórios e analgésicos.

 Para estes casos podemos utilizar os procedimentos minimamente invasivos e os tratamentos intervencionistas da dor. Estes tratamentos tem como objetivo o alívio da dor e a melhora da qualidade de vida como um todo com o menor desconforto possível para o paciente. Entre os mais frequentemente utilizados temos os bloqueios,  as infiltrações, a viscosuplementação e a radiofrequência nos seus três tipos: a Convencional , a Resfriada e a Pulsada. A Medicina Regenerativa também vem se desenvolvendo e é por muitos chamada a medicina do futuro, já sendo amplamente utilizada na Europa e Eua.  

Os bloqueios são procedimentos de fundamental importância para a Medicina da dor . A maioria dos bloqueios consiste na interrupção dos impulsos nervosos sensitivos de uma região do corpo especifica pelo bloqueio de um determinado nervo. Outros menos específicos visam áreas mais amplas tendo como exemplo mais comum o bloqueio peridural com corticoide. Os bloqueios são realizados auxiliados por método de imagem como o raio-x e a ultrassonografia de forma que se possa infiltrar estruturas específicas de maneira precisa e segura. A maioria dos bloqueios incluem uma injeção de medicação, normalmente anestésico local ou um anti-inflamatório que interrompe os sinais dolorosos ou diminui a inflamação na área. O bloqueio também é utilizado como auxilio no diagnóstico e neste caso é chamado de bloqueio diagnóstico. Após a seleção da área suspeita de ser a causa da dor é feito um bloqueio com pequena quantidade de anestésico e verifica-se no próprio ato se houve melhora da dor. Em caso positivo temos a confirmação do alvo a ser tratado.  É um recurso essencial para o tratamento da dor, pois através dele podemos confirmar o local de origem da dor e fazer o planejamento do tratamento ideal e no local exato da lesão.

A Radiofrequência no tratamento da dor é um procedimento moderno e seguro sendo muitas vezes utilizado como alternativa de procedimentos mais invasivos. Radiofrequência funciona através de uma corrente elétrica de alta frequência (500.000Hz), ou seja frequência de ondas de radio, produzida por um aparelho chamado gerador de radiofrequência. A onda é transmitida através de um cabo até um eletrodo que é colocado dentro de uma agulha e esta é inserida através da pele do paciente. A onda de radiofrequência percorre o trajeto até a agulha que estará posicionado junto ao nervo que conduz o estímulo doloroso e o queimará impedindo que ele conduza o estímulo da dor até o cérebro. Esta é a chamada radiofrequência convencional. 

Existe também a Radiofrequência Resfriada, semelhante a convencional  mas que por contar com um gotejamento de soro com íons na ponta da agulha amplia em até oito vezes o volume de calor produzido . Dessa forma é possível obter melhores resultados por uma área de lesão maior, o que é importante em certos nervos maiores e com variações anatômicas. 

O terceiro tipo de Radiofrequência é a Pulsada, nela o gerador ao invés de produzir ondas de forma contínua, gera pulsos em intervalos definidos e com isso não é gerado calor suficiente para queimar o nervo, ocorrendo uma neuromodulação das vias da dor pelo campo eletromagnético gerado. É utilizada em nervos que além de carregar impulsos sensitivos também são responsáveis pela atividade motora de músculos. Como não ocorre a queima do nervo não ocorre perda da função motora.

 Em todos os tipos de Radiofrequência, é utilizada a Fluoroscopia (câmera de vídeo associada a um aparelho de Raio-x) para auxiliar na localização exata do local a ser tratado.  

A viscosuplementação consiste na infiltração intra articular de derivados do ácido hialurônico. Vem ganhando cada vez mais destaque devido a ser um procedimento simples, realizado a nível ambulatorial (na clínica), trazendo benefício para dor, função articular e que  também altera favoravelmente o curso da doença, melhorando quantitativamente e qualitativamente a cartilagem articular. Tem grandes benefícios nos casos de artrose em coluna, joelhos, quadris e demais articulações.   

A Medicina Regenerativa consiste em utilizar substancias do próprio corpo que são colhidas, preparadas e aplicadas diretamente em locais que sofreram algum tipo de lesão ou processo degenerativo. O objetivo é que ocorra regeneração do tecido devido a presença de substâncias como fatores de crescimento, macrófagos e células mesenquimais em concentrações muito maiores dos que as contidas nos tecidos lesados normalmente.  Ou seja, substâncias regenerativas do seu próprio corpo são utilizadas para o tratamento. Este tipo de tratamento já é amplamente utilizado na Europa e EUA sendo ainda considerado experimental no Brasil.     

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